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O modelo clínico do BRAIN

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O BRAIN sistematiza o Modelo Compreensivo de Reabilitação Neuropsicológica em Psiquiatria (Loschiavo-Alvares, 2020), fundamentado na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) da OMS. No centro do modelo está a formulação clínica: o raciocínio que reúne as características do paciente, o diagnóstico, a base teórica e o que o paciente e a família esperam do tratamento. Cada passo lista os itens que o profissional considera naquele momento.

A formulação se constrói em seis passos. Eles formam um ciclo: o acompanhamento do passo 6 traz novas demandas funcionais, que voltam ao passo 1.

Formulação clínica em seis passos, com os itens considerados em cada passo

Clique no diagrama para abrir em tamanho real.

Identificação dos problemas e necessidades do indivíduo, através de suas características chave. Considera a história clínica, o perfil cognitivo observado e esperado, a intervenção farmacológica, o impacto da condição de saúde, dos fatores psicológicos e seus possíveis efeitos na RN, e a neuroprogressão.

No BRAIN: Anamnese e perfil clínico, Medicações, Inventário cognitivo.

Relacionar os problemas aos fatores pessoais e contextuais, identificando as metas da intervenção. Considera a queixa principal, o perfil cognitivo observado e esperado, o estabelecimento de metas, o status funcional descrito com os Core Sets da CIF e as relações familiares e o contexto.

No BRAIN: Criar um diagnóstico CIF a partir de um CoreSet, Informações clínicas e queixas, Vincular códigos CIF às queixas, Familiares e contatos.

Especificar os resultados desejados, contextuais e ocupacionais pessoalmente significativos. Considera o status funcional, o prognóstico com base na neuroprogressão e o estabelecimento de metas.

No BRAIN: Criar metas no formato STAR, Validação STAR, Geração de metas.

Delinear, implementar e coordenar o plano de intervenção personalizado e funcionalmente orientado. Considera a abordagem científica, os modelos complementares, o foco da intervenção, o estabelecimento de metas e a implementação da RN.

No BRAIN: O quadro de estratégias, Planos de intervenção, O plano combinado, Agenda e sessões.

Mensurar a eficácia da intervenção. Durante a implementação da RN, são determinados e aplicados instrumentos de avaliação da eficácia da intervenção.

No BRAIN: Registrar medições e ler o gráfico, Aplicar e responder questionários, Comparar respostas e pontuações.

Acompanhar a evolução do paciente, em relação ao alcance das metas com atualizações periódicas, conforme as novas demandas funcionais. Considera a implementação da RN e o constante monitoramento da evolução, com revisões e atualizações periódicas conforme evoluções e/ou novas demandas e metas funcionais.

No BRAIN: Reavaliação e comparação de resultados, Comparar diagnósticos ao longo do tempo, Finalizar uma meta.

  • Formulação clínica: raciocínio que integra as informações do paciente, do diagnóstico, da teoria e da família, e orienta os seis passos.
  • RN: reabilitação neuropsicológica.
  • Core Set: lista de códigos CIF selecionados pela OMS para uma condição de saúde.
  • Status funcional: perfil de funcionalidade do paciente descrito em códigos CIF.
  • Neuroprogressão: evolução esperada da condição ao longo do tempo, usada no prognóstico.

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