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Privacidade e limites

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Os recursos de IA do BRAIN enviam parte dos dados do paciente a um serviço de IA para gerar a sugestão. Esta página diz o que vai, para onde vai, o que fica guardado e o que você continua decidindo.

Toda saída do BRAIN é uma sugestão: a análise do paciente, o Core Set recomendado, a meta, a nota STAR, o plano de intervenção, o texto ditado e as atualizações sugeridas a partir de uma sessão. Nada entra no prontuário sem você revisar e salvar ou aplicar, e o plano de intervenção só vale depois de aceito. O BRAIN pode errar. A responsabilidade clínica continua sendo sua.

O BRAIN usa o Azure OpenAI, serviço de IA da Microsoft, em um data center nos Estados Unidos (região East US 2). O prontuário, os anexos e os áudios guardados ficam no Brasil (região Brazil South do Azure). Ou seja: o texto e o áudio enviados ao serviço de IA saem do Brasil para serem processados.

Recurso O que vai para o serviço de IA
Análise do paciente Dados clínicos sem identificação (veja abaixo), questionários respondidos e o diagnóstico CIF mais recente
Sugestões de CIF e questionários Dados clínicos sem identificação, o texto da anamnese, as queixas, os questionários respondidos e o diagnóstico CIF mais recente
Geração de metas Texto da queixa, CIFs vinculadas a ela, códigos CID, gênero, idade e as metas que o paciente já tem
Validação STAR Texto da meta e da queixa; na validação feita ao salvar, também os dados clínicos sem identificação
Planos de intervenção A meta, a queixa, as outras metas ativas, as CIFs, os questionários e dados do cadastro sem nome nem data de nascimento, como idade, gênero, escolaridade, profissão, códigos CID e os textos de anamnese, Diagnóstico e histórico familiar
Rascunho por voz O áudio gravado e, depois, a transcrição
Transcrição de sessão O áudio da sessão, em trechos curtos, enquanto a transcrição está ligada, e o fim do trecho anterior já transcrito, como contexto
Análise da transcrição A transcrição da sessão e um retrato da ficha sem identificação: dados clínicos, rotina diária, histórico de desenvolvimento, queixas, metas, medicações em uso, códigos CID (com a versão, CID-10 ou CID-11, e sem as descrições), as CIFs do diagnóstico mais recente e as notas compartilhadas da sessão
Resumo em áudio Um retrato da ficha sem identificação: dados clínicos, rotina diária, histórico de desenvolvimento, queixas, metas e medições, estratégias, diagnósticos, medicações, questionários e as notas clínicas, inclusive as suas notas privadas, nunca as de outros profissionais; depois, o texto do resumo, para gerar o áudio

Dados clínicos sem identificação são: faixa de idade (por exemplo, 36–45), gênero, escolaridade, profissão, estado civil, estado e país, condições clínicas marcadas, códigos CID, os textos de Diagnóstico, internações e histórico familiar, classe econômica, hábitos e sintomas. Não vão o nome, o CPF, o endereço, a cidade nem a data de nascimento.

Antes de mandar qualquer texto ao serviço de IA, o BRAIN procura os dados de identificação do paciente de quem a chamada trata e troca cada um por um rótulo neutro. Isso vale para todos os recursos da tabela acima, inclusive os campos de texto livre (anamnese, Diagnóstico, queixas, notas) e as transcrições.

O que sai O que vai no lugar
O nome do paciente, completo ou cada parte dele [paciente]
O nome de cada familiar cadastrado, inclusive de quem já foi removido do cadastro [familiar]
Os telefones do paciente e dos familiares, em qualquer formato [contato]
O número do documento cadastrado do paciente, em qualquer formato [documento]
Qualquer e-mail, qualquer CPF escrito como 000.000.000-00 e qualquer telefone brasileiro escrito com DDD, como (11) 98765-4321 [contato] ou [documento]

A busca ignora maiúsculas e acentos: “joão”, “JOAO” e “João” saem do mesmo jeito. Uma parte do nome sozinha só sai quando tem três letras ou mais, e partículas como “da”, “de” e “dos” ficam no texto. Se o BRAIN não consegue carregar os dados do paciente para fazer essa troca, nada é enviado e o recurso falha.

  • Resultados do BRAIN: a análise, as recomendações e as validações STAR feitas ao salvar ficam guardadas no banco da sua clínica, junto com os dados que o serviço de IA recebeu. É por isso que o painel mostra a análise sem gerá-la de novo.
  • Rascunho por voz no cadastro e nas notas: o áudio gravado e a transcrição ficam guardados no armazenamento da clínica.
  • Ditar no Cadastro Inicial do Paciente e na avaliação em grupo: o áudio não é guardado. Só o texto que você aplica entra no formulário.
  • Transcrição de sessão: o áudio não é armazenado. Ele é processado em memória e descartado. O texto transcrito fica guardado com a sessão. A transcrição só começa depois que o consentimento do paciente é registrado. Veja Transcrição de sessão.
  • Resumo em áudio: o texto do resumo, as fontes de cada frase e o áudio ficam guardados na clínica, só o mais recente de cada profissional para cada paciente. Os dados enviados ao serviço de IA não ficam guardados com o resumo.
  • Análise da transcrição: as sugestões, o trecho que justifica cada uma e cada decisão (quem aplicou ou recusou, e quando) ficam guardados com a sessão.
  • Plano: cada recurso depende do plano da clínica. Veja a tabela em Recursos de IA.
  • Rascunho por voz e Ditar: até 3 minutos por gravação. O BRAIN para sozinho no limite e envia o que foi gravado.
  • Resumo em áudio: até 5 minutos de áudio por resumo.
  • Quantidade: não há cota de usos de IA por plano. A equipe BRAIN acompanha o volume de uso para manter o serviço estável. Alguns recursos, como a análise da transcrição, limitam quantos pedidos você faz em pouco tempo; ao atingir o limite, espere alguns minutos.
  • Perfis: a Secretária não vê dados clínicos, então não usa os recursos de IA nem vê os resultados.

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